LUGAR NENHUM
Na casa onde mora.
- Não houve flores nesta primavera.
Na casa, pela manhã.
- Não se ouviu o galo cantar.
Na mesa onde come.
- O café não foi servido.
No beco sombrio,
Uma escada levava ao infinito.
A menina sorri.
A menina esta fria,
E se esconde nos labirintos do sonho.
De um amor sem dono.
Presa em “lugar nenhum”,
Onde finca a memória
De quem fugiu
Do "lugar comum".
O silencio dorme,
E não acorda Carnaval...
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
sábado, 23 de janeiro de 2010
13.01.2010 (16:30)
INACABADO
Hemorragia interna causada por fratura exposta.
Contraste agora o incerto por um preço baixo
Tenha pena daquele que pensa pouco
A cada futuro inventado, a cada papo furado...
Um novo inferno, um novo gosto, um novo espelho.
A cada hora desperdiçada, 60 segundos sem rugas.
São as luzes, elas ofuscam o infinito.
Menos velas
_ Usado na medida certa, o vinho é um alivio.
Cigarras gritam ao pé do meu ouvido.
As mascaras são um prato raso.
Sujeitas a serem viradas pelo avesso
Olho errado vê para dentro
E perde os rumos de fora.
O orvalho deseja ser chuva.
E por isso amanhece o dia,
Faz nascer aquilo que dormia.
Quando cai doce e com paixão
Derramando vida e deixando tudo verde
Pelo compromisso de irrigar a alma
Lava por ele os sonhos
Leva com ele o perdão.
Obedecendo ao ciclo
Ele é sol e orvalho.
Forte pela fraqueza.
Livre e feito para ser belo.
Hemorragia interna causada por fratura exposta.
Contraste agora o incerto por um preço baixo
Tenha pena daquele que pensa pouco
A cada futuro inventado, a cada papo furado...
Um novo inferno, um novo gosto, um novo espelho.
A cada hora desperdiçada, 60 segundos sem rugas.
São as luzes, elas ofuscam o infinito.
Menos velas
_ Usado na medida certa, o vinho é um alivio.
Cigarras gritam ao pé do meu ouvido.
As mascaras são um prato raso.
Sujeitas a serem viradas pelo avesso
Olho errado vê para dentro
E perde os rumos de fora.
O orvalho deseja ser chuva.
E por isso amanhece o dia,
Faz nascer aquilo que dormia.
Quando cai doce e com paixão
Derramando vida e deixando tudo verde
Pelo compromisso de irrigar a alma
Lava por ele os sonhos
Leva com ele o perdão.
Obedecendo ao ciclo
Ele é sol e orvalho.
Forte pela fraqueza.
Livre e feito para ser belo.
11.01.2010 (16:20)
APLAUSO
Essas coisas são para serem ditas;
Não somos criaturas fáceis
Somos peças raras,
Entender você é um compromisso imenso
Por vezes não consigo conter,
Posso gritar? Quer ouvir minha voz?
Deite firme sob o travesseiro,
Meu coração bate com o seu.
Essas coisas são para serem ditas;
Amar você é como aprender a dar laços nos sapatos
Somos sem pressa.
Afasto o tempo de nós.
Afasto o passado,
Mas ele ignora minhas ordens.
E volta, e bate no vidro da janela,
E volta...
E vai, e sopra,
E se a janela abre
E se a porta fecha
E se a vida exige certas coisas...
Dê a César o que é de César.
Eu sei,
A vida exige cortinas.
Para a arte final,
Saber que fugindo ou lutando.
Quando a luz ascender
Haverá sempre só os aplausos das quatro mãos.
Essas coisas são para serem ditas;
Não somos criaturas fáceis
Somos peças raras,
Entender você é um compromisso imenso
Por vezes não consigo conter,
Posso gritar? Quer ouvir minha voz?
Deite firme sob o travesseiro,
Meu coração bate com o seu.
Essas coisas são para serem ditas;
Amar você é como aprender a dar laços nos sapatos
Somos sem pressa.
Afasto o tempo de nós.
Afasto o passado,
Mas ele ignora minhas ordens.
E volta, e bate no vidro da janela,
E volta...
E vai, e sopra,
E se a janela abre
E se a porta fecha
E se a vida exige certas coisas...
Dê a César o que é de César.
Eu sei,
A vida exige cortinas.
Para a arte final,
Saber que fugindo ou lutando.
Quando a luz ascender
Haverá sempre só os aplausos das quatro mãos.
sábado, 2 de janeiro de 2010
uma nova canção,
pela noite inteira,
na mesa,
na velocidade de um vinil,
giram copos,
e almas
livres,
e são levadas pelas suas palavras...
pela noite inteira,
na mesa,
na velocidade de um vinil,
giram copos,
e almas
livres,
e são levadas pelas suas palavras...
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
01.12.2009 (18: 05)
BATEU O CUCO
"teu relogio bateu o cuco
solitario e no escuro
malicioso como o futuro
te fez velho em um segundo."
"teu relogio bateu o cuco
solitario e no escuro
malicioso como o futuro
te fez velho em um segundo."
01.12.2009 (22:48)
Tateando a poesia.
Quando criança brincava com livros,
Criando alegorias.
Brincava de professora,
Escritório, jornal, banco...
A tarde passava, e eu não ficava sozinha.
Sonhava em tornar-me parceira, não dos escritores,
Mas dos livros.
Na primeira ou na terceira
Meu canto de vozes alheias.
Não me importava com a literatura
Queria a maquina de escrever,
O objeto, o livro, o brinquedo...
Mais do que ler, eu vivia.
Por isso me inventei poetiza.
Quando criança brincava com livros,
Criando alegorias.
Brincava de professora,
Escritório, jornal, banco...
A tarde passava, e eu não ficava sozinha.
Sonhava em tornar-me parceira, não dos escritores,
Mas dos livros.
Na primeira ou na terceira
Meu canto de vozes alheias.
Não me importava com a literatura
Queria a maquina de escrever,
O objeto, o livro, o brinquedo...
Mais do que ler, eu vivia.
Por isso me inventei poetiza.
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
PARTIDOS (21:07)
Ao
Meio,
Você sumiu,
perdIDO,
partIDO,
são tantos afazerES...
_ e eu?
eu estou
na mesma,
no mesmo lugAR...
perdIDA,
partIDA,
em mil,
para mil deverES.
Meio,
Você sumiu,
perdIDO,
partIDO,
são tantos afazerES...
_ e eu?
eu estou
na mesma,
no mesmo lugAR...
perdIDA,
partIDA,
em mil,
para mil deverES.
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