Mostrando postagens com marcador Verde. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Verde. Mostrar todas as postagens

sábado, 23 de janeiro de 2010

11.01.2010 (16:20)

APLAUSO

Essas coisas são para serem ditas;
Não somos criaturas fáceis
Somos peças raras,

Entender você é um compromisso imenso
Por vezes não consigo conter,
Posso gritar? Quer ouvir minha voz?
Deite firme sob o travesseiro,
Meu coração bate com o seu.

Essas coisas são para serem ditas;
Amar você é como aprender a dar laços nos sapatos

Somos sem pressa.
Afasto o tempo de nós.
Afasto o passado,
Mas ele ignora minhas ordens.
E volta, e bate no vidro da janela,
E volta...
E vai, e sopra,
E se a janela abre
E se a porta fecha
E se a vida exige certas coisas...
Dê a César o que é de César.

Eu sei,
A vida exige cortinas.
Para a arte final,
Saber que fugindo ou lutando.
Quando a luz ascender
Haverá sempre só os aplausos das quatro mãos.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

01.12.2009 (22:48)

Tateando a poesia.

Quando criança brincava com livros,
Criando alegorias.
Brincava de professora,
Escritório, jornal, banco...
A tarde passava, e eu não ficava sozinha.
Sonhava em tornar-me parceira, não dos escritores,
Mas dos livros.

Na primeira ou na terceira
Meu canto de vozes alheias.

Não me importava com a literatura
Queria a maquina de escrever,
O objeto, o livro, o brinquedo...
Mais do que ler, eu vivia.
Por isso me inventei poetiza.