APLAUSO
Essas coisas são para serem ditas;
Não somos criaturas fáceis
Somos peças raras,
Entender você é um compromisso imenso
Por vezes não consigo conter,
Posso gritar? Quer ouvir minha voz?
Deite firme sob o travesseiro,
Meu coração bate com o seu.
Essas coisas são para serem ditas;
Amar você é como aprender a dar laços nos sapatos
Somos sem pressa.
Afasto o tempo de nós.
Afasto o passado,
Mas ele ignora minhas ordens.
E volta, e bate no vidro da janela,
E volta...
E vai, e sopra,
E se a janela abre
E se a porta fecha
E se a vida exige certas coisas...
Dê a César o que é de César.
Eu sei,
A vida exige cortinas.
Para a arte final,
Saber que fugindo ou lutando.
Quando a luz ascender
Haverá sempre só os aplausos das quatro mãos.
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sábado, 23 de janeiro de 2010
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
01.12.2009 (22:48)
Tateando a poesia.
Quando criança brincava com livros,
Criando alegorias.
Brincava de professora,
Escritório, jornal, banco...
A tarde passava, e eu não ficava sozinha.
Sonhava em tornar-me parceira, não dos escritores,
Mas dos livros.
Na primeira ou na terceira
Meu canto de vozes alheias.
Não me importava com a literatura
Queria a maquina de escrever,
O objeto, o livro, o brinquedo...
Mais do que ler, eu vivia.
Por isso me inventei poetiza.
Quando criança brincava com livros,
Criando alegorias.
Brincava de professora,
Escritório, jornal, banco...
A tarde passava, e eu não ficava sozinha.
Sonhava em tornar-me parceira, não dos escritores,
Mas dos livros.
Na primeira ou na terceira
Meu canto de vozes alheias.
Não me importava com a literatura
Queria a maquina de escrever,
O objeto, o livro, o brinquedo...
Mais do que ler, eu vivia.
Por isso me inventei poetiza.
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