com as mãos firmes e calejadas
segurei a palavra na marra
apertei bem a boca
praguejei em silencio
suspirei como o vento.
fiz o que pude
com força e emoção
para que você
por meio das palavras
não tivesse a chave
para se alojar
outra vez
no meu coração.
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quarta-feira, 31 de março de 2010
eu sou de alguém
de um certo alguém
que ainda não veio.
partida ao meio
desconheço a gloria
do orvalho e da flor.
"conheço os espinhos."
eu sou de alguém
e por ele morri 2 vezes
estive no céu e no inferno
fui julgada como réu
de uma culpa forjada
- são 2 magoas
sentença promulgada
para um amor inventado.
eu sou de alguém,
ele vinha pelo vento
porem a corrente mudou
e eu fechei a janela
as cortinas me acalmam
o criado mudo conversa comigo
e assim vivo bem no exílio.
de um certo alguém
que ainda não veio.
partida ao meio
desconheço a gloria
do orvalho e da flor.
"conheço os espinhos."
eu sou de alguém
e por ele morri 2 vezes
estive no céu e no inferno
fui julgada como réu
de uma culpa forjada
- são 2 magoas
sentença promulgada
para um amor inventado.
eu sou de alguém,
ele vinha pelo vento
porem a corrente mudou
e eu fechei a janela
as cortinas me acalmam
o criado mudo conversa comigo
e assim vivo bem no exílio.
segunda-feira, 29 de março de 2010
Sou uma garota,
despertei para isso.
Por mais madura,
que eu ainda tola
imaginasse ser.
Pude ver;
Só a vida,
de todos os dias.
Ensina a sabedoria
que me falta.
Sou uma garota,
que não sabe a hora certa de falar.
Que não percebe no silencio uma arma
para o conhecimento consciente.
Desejo soluções rápidas
Amores revolucionarios.
Grandes feitos alheios,
para fazer de conta ter
o que não tenho.
Faz parecer somente
mas sem plantar
boas sementes
Um vazio de Mulher
apenas garota
fantasiada daquilo que não é.
Planos falhos.
Ideais viciados.
Musica certa.
Palavras que na essência
não sei o significado.
Sou uma garota,
esperando vaga.
Porque não viu o tempo passar.
Sou uma garota
e falta pouco
para deixar de ser.
despertei para isso.
Por mais madura,
que eu ainda tola
imaginasse ser.
Pude ver;
Só a vida,
de todos os dias.
Ensina a sabedoria
que me falta.
Sou uma garota,
que não sabe a hora certa de falar.
Que não percebe no silencio uma arma
para o conhecimento consciente.
Desejo soluções rápidas
Amores revolucionarios.
Grandes feitos alheios,
para fazer de conta ter
o que não tenho.
Faz parecer somente
mas sem plantar
boas sementes
Um vazio de Mulher
apenas garota
fantasiada daquilo que não é.
Planos falhos.
Ideais viciados.
Musica certa.
Palavras que na essência
não sei o significado.
Sou uma garota,
esperando vaga.
Porque não viu o tempo passar.
Sou uma garota
e falta pouco
para deixar de ser.
sexta-feira, 19 de março de 2010
Um celular que mais desperta do que toca, me acorda...
Ele podia ligar para dar um recado, mas ele tem outra forma. Então ele solta o seu trinado para lembrar-me que é hora de começar o dia. O telefone-despertador fica deitado sobre o tapete ao lado da cama.
Todos os dias sem demora, ele repete com vitoria a ação de me jogar para fora, no mundo! Ele é programado para isso. Eu não. Por isso preciso dele, é pura repetição.
06h30min - Eu piso no aparelho, ele resiste, continua... Nem se machuca. Esfrego os olhos, abro a boca, levanto os braços, um tchau para o teto. Abro a boca de novo ainda sentada, penso em desistir. Meu desejo é voltar bem rápido para o leito que ainda esta quente. 06h40min – Ele. Lembrando-me continuamente. Acorda outra vez. Levanta!
Passo a mão na toalha que foi deixada estrategicamente atrás da porta, enrolada que sou, acabo de acordar em baixo do chuveiro, olhando para o ralo fixamente, enquanto escuto o fiel e insistente companheiro eletrônico em desespero. Seco, tudo seco. Escovo os dentes, desvio o olhar dos meus olhos, desvio a atenção de mim, abro a porta, volto para o quarto. 6h50min - Escolher a roupa certa para passar o dia inteiro, é impossível, mesmo tendo um grande espelho pendurado na parede.
- Eu não me vejo.
Pela manha eu penso de um jeito que a tarde me faz lamentar, o sapato não foi direito.
A calça não combina com a blusa, confortável mesmo é só o que se usa de vez em quando o resto tem sempre defeito. 7h00min - Já estou atrasada, mas ainda não o suficiente. 7h15min - É um desespero.
Silencio, ele parou de gritar, parece que desistiu. Não foi nada disso.
- Que triste!
A bateria acabou, vai ter que ficar em casa para recarregar. Só ele, eu não... Mas não tem problema, ninguém me liga. À noite quando eu voltar vai reprogramar sozinho, quando eu apertar o botão verde, então, luz acesa quase lua cheia, é tarde.
O importante é ele despertar amanha de novo e de novo, sempre, cedinho...
Quem precisa falar comigo é só a vida mesmo.
Ele podia ligar para dar um recado, mas ele tem outra forma. Então ele solta o seu trinado para lembrar-me que é hora de começar o dia. O telefone-despertador fica deitado sobre o tapete ao lado da cama.
Todos os dias sem demora, ele repete com vitoria a ação de me jogar para fora, no mundo! Ele é programado para isso. Eu não. Por isso preciso dele, é pura repetição.
06h30min - Eu piso no aparelho, ele resiste, continua... Nem se machuca. Esfrego os olhos, abro a boca, levanto os braços, um tchau para o teto. Abro a boca de novo ainda sentada, penso em desistir. Meu desejo é voltar bem rápido para o leito que ainda esta quente. 06h40min – Ele. Lembrando-me continuamente. Acorda outra vez. Levanta!
Passo a mão na toalha que foi deixada estrategicamente atrás da porta, enrolada que sou, acabo de acordar em baixo do chuveiro, olhando para o ralo fixamente, enquanto escuto o fiel e insistente companheiro eletrônico em desespero. Seco, tudo seco. Escovo os dentes, desvio o olhar dos meus olhos, desvio a atenção de mim, abro a porta, volto para o quarto. 6h50min - Escolher a roupa certa para passar o dia inteiro, é impossível, mesmo tendo um grande espelho pendurado na parede.
- Eu não me vejo.
Pela manha eu penso de um jeito que a tarde me faz lamentar, o sapato não foi direito.
A calça não combina com a blusa, confortável mesmo é só o que se usa de vez em quando o resto tem sempre defeito. 7h00min - Já estou atrasada, mas ainda não o suficiente. 7h15min - É um desespero.
Silencio, ele parou de gritar, parece que desistiu. Não foi nada disso.
- Que triste!
A bateria acabou, vai ter que ficar em casa para recarregar. Só ele, eu não... Mas não tem problema, ninguém me liga. À noite quando eu voltar vai reprogramar sozinho, quando eu apertar o botão verde, então, luz acesa quase lua cheia, é tarde.
O importante é ele despertar amanha de novo e de novo, sempre, cedinho...
Quem precisa falar comigo é só a vida mesmo.
segunda-feira, 15 de março de 2010
15.03.2010 (22:20)
EM COMA
queria estar voltando
de um lugar bem longe,
de um coma.
para amar outra vez
e amar tudo de novo
como se fosse novo
aquilo tudo outra vez,
na mesma dose.
Para comer de novo o primeiro gosto
para ouvir de novo o mesmo som
para te ver de novo
em um retorno
de truque ambicioso e charmoso
que só a inocentes enganam.
reconheço e nem assim conheço.
um fruto podre mesmo com o tempo.
outra vez a mesma sorte.
queria estar voltando de um coma.
queria estar voltando
de um lugar bem longe,
de um coma.
para amar outra vez
e amar tudo de novo
como se fosse novo
aquilo tudo outra vez,
na mesma dose.
Para comer de novo o primeiro gosto
para ouvir de novo o mesmo som
para te ver de novo
em um retorno
de truque ambicioso e charmoso
que só a inocentes enganam.
reconheço e nem assim conheço.
um fruto podre mesmo com o tempo.
outra vez a mesma sorte.
queria estar voltando de um coma.
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Não sou do tipo que gosta de ver cachorros na TV.
Não assisto novela.
Não suporto programa de auditório.
Não gosto de praia.
Não sou do tipo falante em mesa de bar
Não sou do tipo bonita.
Não sou do tipo que quer casar.
Não gosto de piquenique.
Não sou do tipo que olha “estilos”.
Não gosto das imagens comuns que roubam a minha visão.
Não gosto de barulho.
Não gosto dos que pensam que vão viver mais do que eu.
Não gosto dos saudáveis.
Não gosto dos inteligentes.
Não gosto daqueles que sabem as palavras da moda.
Não gosto da moda.
Não gosto de restaurantes no domingo.
Não gosto dos sorrisos.
Não gosto do vento.
Não gosto da sorte.
Não gosto dos bem feitos.
Não gosto das câmeras digitais.
Não gosto das tribos urbanas.
Não gosto dos que se juntam
E por isso se acreditam fortes.
Eu não gosto dos fortes, dos bravos, dos altivos.
Não gosto das certezas, e nem dos objetivos.
Não assisto novela.
Não suporto programa de auditório.
Não gosto de praia.
Não sou do tipo falante em mesa de bar
Não sou do tipo bonita.
Não sou do tipo que quer casar.
Não gosto de piquenique.
Não sou do tipo que olha “estilos”.
Não gosto das imagens comuns que roubam a minha visão.
Não gosto de barulho.
Não gosto dos que pensam que vão viver mais do que eu.
Não gosto dos saudáveis.
Não gosto dos inteligentes.
Não gosto daqueles que sabem as palavras da moda.
Não gosto da moda.
Não gosto de restaurantes no domingo.
Não gosto dos sorrisos.
Não gosto do vento.
Não gosto da sorte.
Não gosto dos bem feitos.
Não gosto das câmeras digitais.
Não gosto das tribos urbanas.
Não gosto dos que se juntam
E por isso se acreditam fortes.
Eu não gosto dos fortes, dos bravos, dos altivos.
Não gosto das certezas, e nem dos objetivos.
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
25.01.2010 (12:29)
LUGAR NENHUM
Na casa onde mora.
- Não houve flores nesta primavera.
Na casa, pela manhã.
- Não se ouviu o galo cantar.
Na mesa onde come.
- O café não foi servido.
No beco sombrio,
Uma escada levava ao infinito.
A menina sorri.
A menina esta fria,
E se esconde nos labirintos do sonho.
De um amor sem dono.
Presa em “lugar nenhum”,
Onde finca a memória
De quem fugiu
Do "lugar comum".
O silencio dorme,
E não acorda Carnaval...
Na casa onde mora.
- Não houve flores nesta primavera.
Na casa, pela manhã.
- Não se ouviu o galo cantar.
Na mesa onde come.
- O café não foi servido.
No beco sombrio,
Uma escada levava ao infinito.
A menina sorri.
A menina esta fria,
E se esconde nos labirintos do sonho.
De um amor sem dono.
Presa em “lugar nenhum”,
Onde finca a memória
De quem fugiu
Do "lugar comum".
O silencio dorme,
E não acorda Carnaval...
sábado, 23 de janeiro de 2010
13.01.2010 (16:30)
INACABADO
Hemorragia interna causada por fratura exposta.
Contraste agora o incerto por um preço baixo
Tenha pena daquele que pensa pouco
A cada futuro inventado, a cada papo furado...
Um novo inferno, um novo gosto, um novo espelho.
A cada hora desperdiçada, 60 segundos sem rugas.
São as luzes, elas ofuscam o infinito.
Menos velas
_ Usado na medida certa, o vinho é um alivio.
Cigarras gritam ao pé do meu ouvido.
As mascaras são um prato raso.
Sujeitas a serem viradas pelo avesso
Olho errado vê para dentro
E perde os rumos de fora.
O orvalho deseja ser chuva.
E por isso amanhece o dia,
Faz nascer aquilo que dormia.
Quando cai doce e com paixão
Derramando vida e deixando tudo verde
Pelo compromisso de irrigar a alma
Lava por ele os sonhos
Leva com ele o perdão.
Obedecendo ao ciclo
Ele é sol e orvalho.
Forte pela fraqueza.
Livre e feito para ser belo.
Hemorragia interna causada por fratura exposta.
Contraste agora o incerto por um preço baixo
Tenha pena daquele que pensa pouco
A cada futuro inventado, a cada papo furado...
Um novo inferno, um novo gosto, um novo espelho.
A cada hora desperdiçada, 60 segundos sem rugas.
São as luzes, elas ofuscam o infinito.
Menos velas
_ Usado na medida certa, o vinho é um alivio.
Cigarras gritam ao pé do meu ouvido.
As mascaras são um prato raso.
Sujeitas a serem viradas pelo avesso
Olho errado vê para dentro
E perde os rumos de fora.
O orvalho deseja ser chuva.
E por isso amanhece o dia,
Faz nascer aquilo que dormia.
Quando cai doce e com paixão
Derramando vida e deixando tudo verde
Pelo compromisso de irrigar a alma
Lava por ele os sonhos
Leva com ele o perdão.
Obedecendo ao ciclo
Ele é sol e orvalho.
Forte pela fraqueza.
Livre e feito para ser belo.
sábado, 2 de janeiro de 2010
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
01.12.2009 (18: 05)
BATEU O CUCO
"teu relogio bateu o cuco
solitario e no escuro
malicioso como o futuro
te fez velho em um segundo."
"teu relogio bateu o cuco
solitario e no escuro
malicioso como o futuro
te fez velho em um segundo."
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