Ao
Meio,
Você sumiu,
perdIDO,
partIDO,
são tantos afazerES...
_ e eu?
eu estou
na mesma,
no mesmo lugAR...
perdIDA,
partIDA,
em mil,
para mil deverES.
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segunda-feira, 30 de novembro de 2009
30.11.2009 (12:48)
CAQUINHOS DE TEMPO
Perdi tempo,
No incêndio que tragou os fatos.
Amando você,
Sem senso de nada.
Perdi tempo,
Enquanto te esperava.
E você não veio,
Perdi mais do que o combinado.
E por isso perdi quase tudo.
Porque o tempo mesmo sumido ou escasso
Reflete meu fracasso?
Porque ele passa...
E passeando com ele,
Deixo no caminho
O que juntei la no inicio.
Perdi tempo,
No incêndio que tragou os fatos.
Amando você,
Sem senso de nada.
Perdi tempo,
Enquanto te esperava.
E você não veio,
Perdi mais do que o combinado.
E por isso perdi quase tudo.
Porque o tempo mesmo sumido ou escasso
Reflete meu fracasso?
Porque ele passa...
E passeando com ele,
Deixo no caminho
O que juntei la no inicio.
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
NARCISO (22:02)
eu amo você,
tão igual a mim.
só amo você
que não foge,
e diz sim.
quando quero,
eu amo você...
assim te deixo,
livre
assim te deixo,
ir quando quiser.
eu amo você,
meu tempo é curto.
em um segundo
estou no céu.
No intervalo
quero terra crua.
eu só amo você,
espelho d'agua,
chuva acida.
amor só se encontra
dentro de um labirinto sem meio
por isso te deixo...
mentir quando for conveniente.
"the end"
tão igual a mim.
só amo você
que não foge,
e diz sim.
quando quero,
eu amo você...
assim te deixo,
livre
assim te deixo,
ir quando quiser.
eu amo você,
meu tempo é curto.
em um segundo
estou no céu.
No intervalo
quero terra crua.
eu só amo você,
espelho d'agua,
chuva acida.
amor só se encontra
dentro de um labirinto sem meio
por isso te deixo...
mentir quando for conveniente.
"the end"
terça-feira, 13 de outubro de 2009
VERDE-CINZA (22:35)
TEMPO
Aqui estou.
Parece fácil?
Ofereço a vida.
Pareço ilícita?
Mas sou o que você precisa.
Um jornal,um fato
uma mentira.
Fora isso,
Fora tudo isso!
Tudo o que se vê
é "verde-cinza"
Uma forma simples de ser o que não é,
e por isso, uma forma simples de ser...
Aqui estou.
Parece fácil?
Ofereço a vida.
Pareço ilícita?
Mas sou o que você precisa.
Um jornal,um fato
uma mentira.
Fora isso,
Fora tudo isso!
Tudo o que se vê
é "verde-cinza"
Uma forma simples de ser o que não é,
e por isso, uma forma simples de ser...
terça-feira, 1 de setembro de 2009
01.09.2009 21:00h
Pode saber,
Meu tempo não tem hora,
A vida de trapos é o meu remendo.
Pois quem foi embora
Deixou um laço de fita dourada
Em cada esquina da cidade.
“Metade” é tudo o que sou agora.
Dediquei meu mundo inteiro.
E um pouco de outros mundos também
Que só visitei para entregar a você.
Até que a viagem não bastou.
E voltar passou...
Voltar não é possível,
Não existe estrada.
Nem mar, nem estrela...
Nem nós.
Meu tempo não tem hora,
A vida de trapos é o meu remendo.
Pois quem foi embora
Deixou um laço de fita dourada
Em cada esquina da cidade.
“Metade” é tudo o que sou agora.
Dediquei meu mundo inteiro.
E um pouco de outros mundos também
Que só visitei para entregar a você.
Até que a viagem não bastou.
E voltar passou...
Voltar não é possível,
Não existe estrada.
Nem mar, nem estrela...
Nem nós.
domingo, 16 de agosto de 2009
16 de agosto de 2009 (14:17h)
Quero ver você entrar,
Quero que você se aproxime me olhando
E desafiando meus desejos...
E é para isso que vou estar pronta,
Vou estar naquele criado mudo,
Entre uma caderneta e outra,
Na bagunça do teu armário,
No salário da tua ousadia.
Meus lábios vão argumentar,
Desafio o teu instinto,
você é uma criança, eu sou tua ama.
Quero ver você me domar...
Em meus pensamentos você não pode pisar,
Sei que isso te intriga,
Sei que isso te diverte em dias de domingo,
Seu sono na areia,
Em sol te abrigo...
Esse é o meu inicio.
Quero que você se aproxime me olhando
E desafiando meus desejos...
E é para isso que vou estar pronta,
Vou estar naquele criado mudo,
Entre uma caderneta e outra,
Na bagunça do teu armário,
No salário da tua ousadia.
Meus lábios vão argumentar,
Desafio o teu instinto,
você é uma criança, eu sou tua ama.
Quero ver você me domar...
Em meus pensamentos você não pode pisar,
Sei que isso te intriga,
Sei que isso te diverte em dias de domingo,
Seu sono na areia,
Em sol te abrigo...
Esse é o meu inicio.
22 de julho 2009 (03:30h)
Estou tremula.
Completamente tomada pela euforia
Minha falsa alegria é contagiante.
Meu sorriso estranho é a senha para você entrar.
Estando assim aberta,
Meu mundo gira...
Basta querer, basta voar e fingir nao notar.
Para depois negar.
Falando muito,
Os gestos se perdem,
Os olhares me buscam.
Os segundos passam.
Eu me recolho lambendo os dentes,
Os restos são mais atraentes.
Estou em mim outra vez,
E eu sou minha casa trancada a sete chaves.
Completamente tomada pela euforia
Minha falsa alegria é contagiante.
Meu sorriso estranho é a senha para você entrar.
Estando assim aberta,
Meu mundo gira...
Basta querer, basta voar e fingir nao notar.
Para depois negar.
Falando muito,
Os gestos se perdem,
Os olhares me buscam.
Os segundos passam.
Eu me recolho lambendo os dentes,
Os restos são mais atraentes.
Estou em mim outra vez,
E eu sou minha casa trancada a sete chaves.
quinta-feira, 18 de junho de 2009
18 de junho de 2009
Enquanto procuro ondas invisiveis no meu quarto.
um quarto de tudo o que desejo voa leve pelo vento.
o que fica dentro é um resto de argumentos,
camuflado sob o tapete...
O genio buscou para mim.
uma nova madrugada antes do fim.
Um novo nascer, mais um dia para viver.
um quarto de tudo o que desejo voa leve pelo vento.
o que fica dentro é um resto de argumentos,
camuflado sob o tapete...
O genio buscou para mim.
uma nova madrugada antes do fim.
Um novo nascer, mais um dia para viver.
terça-feira, 9 de junho de 2009
ESTOU LONGE...
A cidade não me insulta mais
Me recolho cedo, não tropeço nos cegos.
Quando fizer realmente sol
Me chame para sair
Quando for um feriado real
Me chame para ir à praça
Comemorar finados
Os meninos jogam bola na rua
Os vizinhos reclamam, o barulho incomoda
A vida continua, quem cresce não joga, julga
Ler jornal é um mal habito
Não leia banalidades
Não leve para sua taba papel inútil,
Não leve em conta os fatos
Esqueça, os tempos são mesmo trágicos.
O país não me insulta mais
Deixei o lugar vago,
Vago de toda a coisa
“To indo embora”
Não assista tv
Nada se vê,
Tudo se repete
E você o que pensava que podia fazer?
Não me indigno mais
Meus ouvidos expulsam o muco
Seja limpo,
Feche os olhos.
Não coma carne
Me recolho cedo, não tropeço nos cegos.
Quando fizer realmente sol
Me chame para sair
Quando for um feriado real
Me chame para ir à praça
Comemorar finados
Os meninos jogam bola na rua
Os vizinhos reclamam, o barulho incomoda
A vida continua, quem cresce não joga, julga
Ler jornal é um mal habito
Não leia banalidades
Não leve para sua taba papel inútil,
Não leve em conta os fatos
Esqueça, os tempos são mesmo trágicos.
O país não me insulta mais
Deixei o lugar vago,
Vago de toda a coisa
“To indo embora”
Não assista tv
Nada se vê,
Tudo se repete
E você o que pensava que podia fazer?
Não me indigno mais
Meus ouvidos expulsam o muco
Seja limpo,
Feche os olhos.
Não coma carne
Para Gal Costa
Uma mulher no palco
Sua boca
No palco cada passo, voz.
Vós que vem de longe.
Tão perfeita voz, mulher,
Nós ouvimos cada curva,
Das tuas pernas sobre ele, chão.
Somos seus escravos,
Escravos de teu veludo “dom”.
Senhora de cada canção.
Sua boca
O palco mudo denuncia
E eu, não.
Calo diante da perfeição
A voz que chegou ao rio, o rio do mar.
O mais profundo dos mares, solidão.
Felizes os que são tristes
Muda o gosto, tom,
Quando o vento bate...
Traz você, audição.
Num zunido abelha
Me acalenta lenta a alma.
Anti-solidão
Vozes, mil vozes.
Vós, mil de vós.
Uma mulher no palco, multidão.
Sua boca
No palco cada passo, voz.
Vós que vem de longe.
Tão perfeita voz, mulher,
Nós ouvimos cada curva,
Das tuas pernas sobre ele, chão.
Somos seus escravos,
Escravos de teu veludo “dom”.
Senhora de cada canção.
Sua boca
O palco mudo denuncia
E eu, não.
Calo diante da perfeição
A voz que chegou ao rio, o rio do mar.
O mais profundo dos mares, solidão.
Felizes os que são tristes
Muda o gosto, tom,
Quando o vento bate...
Traz você, audição.
Num zunido abelha
Me acalenta lenta a alma.
Anti-solidão
Vozes, mil vozes.
Vós, mil de vós.
Uma mulher no palco, multidão.
domingo, 31 de maio de 2009
25 de outubro de 2008
TENHO VOCÊ NAS MÃOS
Carrego nas mãos algumas palavras.
Antes de sair de casa pela manhã bem cedo
Pego as palavras que estavam guardadas
Dentro de uma caixinha dourada,
Aperto direito sobre as palmas, e lá vou eu,
Assim, com algumas palavras suadas de tão trancadas
Saio pelo mundo à fora.
Carrego em meu coração algumas lembranças
Carrego dentro da bolsa coisas miúdas
Caso caia uma bomba e dentre todos os seres
Eu seja a escolhida para o castigo de sobreviver
Sozinha,
Carrego dentro dos sapatos um retratinho seu...
Carrego em minha mente o seu perfume
Que misturado às palavras que carrego nas mãos
Formam o que eu chamo de ilusão.
Carrego nas mãos algumas palavras.
Antes de sair de casa pela manhã bem cedo
Pego as palavras que estavam guardadas
Dentro de uma caixinha dourada,
Aperto direito sobre as palmas, e lá vou eu,
Assim, com algumas palavras suadas de tão trancadas
Saio pelo mundo à fora.
Carrego em meu coração algumas lembranças
Carrego dentro da bolsa coisas miúdas
Caso caia uma bomba e dentre todos os seres
Eu seja a escolhida para o castigo de sobreviver
Sozinha,
Carrego dentro dos sapatos um retratinho seu...
Carrego em minha mente o seu perfume
Que misturado às palavras que carrego nas mãos
Formam o que eu chamo de ilusão.
Meu medo é ser você,
Meu medo é crescer e depois perceber
Que pelo amor as coisas eu não me tornei o que esperava.
Sonhava acordada na varanda da casa,
No quarto escuro, na escola.
Meu medo é amanha olhar no espelho
E ver que rugas apareceram
Sem que eu pedisse contas ao tempo.
Oito horas de sono e mistério,
De dor e invenções,
De verdades caladas,
Cama confortável,
Café feito, mesa posta.
Tenho medo do afeto, do cadeado e do cofre.
De querer, imaginar e voar...
Cadeira vazia no canto da sala,
Era vermelha a bandeira hasteada.
Vestido azul, céu completo
Um suspiro aliviando o mundo.
E recriando outros verões
Esperando tanajuras caírem ao chão.
Desejando e relutando uma declaração de amor.
Declaração de entrega.
Declaração de gloria desprovida de ação.
Estranhos falam línguas que não se pode entender.
Nem mesmo é possível aprender.
Por isso tenho medo de ser você.
Meu medo é crescer e depois perceber
Que pelo amor as coisas eu não me tornei o que esperava.
Sonhava acordada na varanda da casa,
No quarto escuro, na escola.
Meu medo é amanha olhar no espelho
E ver que rugas apareceram
Sem que eu pedisse contas ao tempo.
Oito horas de sono e mistério,
De dor e invenções,
De verdades caladas,
Cama confortável,
Café feito, mesa posta.
Tenho medo do afeto, do cadeado e do cofre.
De querer, imaginar e voar...
Cadeira vazia no canto da sala,
Era vermelha a bandeira hasteada.
Vestido azul, céu completo
Um suspiro aliviando o mundo.
E recriando outros verões
Esperando tanajuras caírem ao chão.
Desejando e relutando uma declaração de amor.
Declaração de entrega.
Declaração de gloria desprovida de ação.
Estranhos falam línguas que não se pode entender.
Nem mesmo é possível aprender.
Por isso tenho medo de ser você.
quinta-feira, 21 de maio de 2009
TEORIZANDO
fico no lugar,
sento e grito.
faço piruetas,
faço tranças e costuro meias.
fluente em três línguas.
conhecimentos gerais,
álgebra e geometria.
defesa analítica das caracteriticas
quadráticas do lugar comum.
Minha teoria.
quinta-feira, 14 de maio de 2009
EU SOU A TEMPESTADE (fernanda cordeiro)
Sobre a terra, diante do mar
O sonho, o lugar, o não lugar
Ferir o vento com um punhal de ouro
Domar as ondas, usar as mãos, acertar os ponteiros
Viajar na imensidão azul, na solidão residir
Sentir o perfume das rosas,
Abraçar o buquê sabendo que os espinhos são muitos
Sobre a terra, diante do mar
A beleza das rochas
O céu, as nuvens,
A tempestade chega suave...
Não avisa, brisa!
Leve, não avisa, brisa!
A ilha perdida, o tempo perdido no olhar.
O veleiro na tela, as margens da tela.
Vai cair no abismo, horizonte, abismo
Vai levar a sorte, levar o sol, levar a lua
Sobre a terra, diante do mar
Existe tudo, todas as coisas em uma só
Existe ar, muito espaço, nós,
Existe sim...
Muitos espaços, muitos nós.
O sonho, o lugar, o não lugar
Ferir o vento com um punhal de ouro
Domar as ondas, usar as mãos, acertar os ponteiros
Viajar na imensidão azul, na solidão residir
Sentir o perfume das rosas,
Abraçar o buquê sabendo que os espinhos são muitos
Sobre a terra, diante do mar
A beleza das rochas
O céu, as nuvens,
A tempestade chega suave...
Não avisa, brisa!
Leve, não avisa, brisa!
A ilha perdida, o tempo perdido no olhar.
O veleiro na tela, as margens da tela.
Vai cair no abismo, horizonte, abismo
Vai levar a sorte, levar o sol, levar a lua
Sobre a terra, diante do mar
Existe tudo, todas as coisas em uma só
Existe ar, muito espaço, nós,
Existe sim...
Muitos espaços, muitos nós.
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